Liberdade na cidade

“Ele disse que eu estava curado: ‘Você está curado’. Ele disse que eu estava livre para ir: ‘Você está livre para ir embora agora’. Ele disse que eu era livre e estava certo, mas não tinha idéia…”

Eu estava livre, mas a cidade não estava. O preço do metro tinha subido. Mas tudo bem. Eu sabia meu caminho para o centro, e andar era um luxo. Significava que o tempo estava do meu lado. As ruas pareciam ótimas para mim. Elas pareciam arte. Mármore e piche, azeite e aço, cromo e vidro. Dinheiro por todo lado, ladrilhos de ouro sólido. Literatura de neon. Natureza se abrindo através do concreto. Eu queria pintar a cidade de vermelho, pintar a cidade de preto.

A cidade parecia grande e eu me sentia grande, pois eu era parte da paisagem. Eu sou um artista.

De volta as ruas novamente. Lower East Side… parecia uma zona de guerra. Como se nós jogássemos bombas em nós mesmos. … Se você quiser ver algo feio, não precisa ir tão longe. Mas se você quer encontrar algo bonito… Bem, também não é difícil. Nesta cidade tudo é possível.

Aqui você tem que pensar grande só para sobreviver. Pode ser uma selva e pode ser um paraíso também. E as vezes você não pode dizer a diferença. … Se você quer ver o mundo, só tem que andar alguns quarteirões”.

*Imagens e texto: filme Downtown 81 – New York Beat Movie com Jean-Michel Basquiat.

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